A desculpa sempre é que não tem condição, daí faz o “gato” na energia elétrica, na internet e até na tv por assinatura.
Mas a pergunta é:
É correto o crente fazer “gato”?
Vou propor alguns versículos e argumentar sobre eles para a nossa reflexão.
Filipenses 4
19 Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus.
Se na Palavra temos a promessa de que Deus supre todas as nossas necessidades, então quando o crente realiza um “gato” está definitivamente declarando que Deus não está conseguindo suprir as suas necessidades e então estará dando uma ajudinha para se cumprir a tarefa ou ainda, pior, está demonstrando que está insatisfeito com o suprimento fornecido por Deus.
Ou estaria no mínimo declarando que este versículo é mentiroso.
Devemos pensar em nossas ações e atitudes, no mundo é normal se fazerem coisas ilegais e desonestas, porém o crente não pode ter a forma deste mundo, tem de viver diferente.
Romanos 12
2 E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
O que falar então do fato de que temos de estar gratos com tudo, que se tivermos somente o que vestir e o que comer já devemos estar satisfeitos?
1 Timóteo 6
8 tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.
Definitivamente o crente que faz “gato” nega a eficácia da Palavra de Deus, no mínimo demonstra descontentamento com o que Deus lhe concede, isto deliberadamente, confunde as inúmeras testemunhas que estão à nossa volta.
Hebreus 12
1 Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,
Aí você meu irmão, minha irmã, pode estar pensando assim:
– Mas no mundo todo mundo faz “gato”, só porque sou crente, não posso?
Vou responder esta sua pergunta com um versículo, preste atenção na parte grifada.
Lucas 12
48 mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado. Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.
Nos é dado o direito de usar o nome de Jesus, oramos, expulsamos demônios no poder deste nome, mas, a quem muito é dado muito será cobrado.
Com o privilégio que temos, devemos entender, que junto vem as responsabilidades. Baseado nisto, sim, se espera atitudes diferentes de nós.
Principalmente que não nos é dado espírito de covardia (medo), mas se infringimos a lei viveremos com medo de sermos pegos em nossa desobediência e isto não é um testemunho de filhos do Rei que dizemos ser.
Vou propor dois versículos e vou explicar eles.
2 Timoteo 1
7 Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.
Primeiramente para reafirmar o que falei a pouco, ao crente não lhe é dado espírito de medo, de apreensão, mas sim de confiança e segurança.
Mas vamos admitir, uma pessoa que faz “gato” vive com medo e apreensiva, pois sabe que é contra a lei, que é uma infração.
Para explicar este medo trago o outro versículo.
Romanos 13
3 Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela;
O próprio versículo é auto explicativo, mas vou aqui buscar deixar mais claro ainda.
Aquele que não faz coisas contra a Lei não precisa ter medo das autoridades, pois as mesmas são criadas apenas para punir os iníquos e se espera que o crente aja com equidade, não é mesmo?
Então querido irmão e irmã, “gato” de qualquer tipo não é para nós, e mais, qualquer tipo de pirataria, de ilegalidade, não deve fazer parte de nossa vida.
Talvez você deseje algo que não possa ter ainda, espere no Senhor, se mantenha fiel e Ele irá te fornecer o que deseja, não procure dar o seu “jeitinho” e desagradar ao Senhor.
Não vou dizer que você irá perder o céu por causa do “gato”, mas também não te garantirei que não perderá, então, na dúvida, não se arrisque.
Por
Serva Rosemary Gomes